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Direito Bancário

Empréstimos falsos, falsa portabilidade, golpe do PIX, RMC e RCC indevidos, juros abusivos, busca e apreensão — defesa do consumidor bancário com atendimento online para todo o Brasil.

Contratos bancários são desenhados para serem assinados sem leitura. Taxas escondidas, encargos compostos, capitalização disfarçada, tarifas de "serviços de terceiros" que ninguém pediu — o resultado é uma dívida que cresce mais rápido do que a renda. A advocacia bancária existe para reequilibrar essa relação: revisar o contrato à luz do que o STJ já decidiu, expor as ilegalidades e devolver ao cliente o controle da sua vida financeira.

Como atuamos

Revisão de contratos bancários

Análise técnica de contratos de empréstimo consignado, financiamento de veículo (CDC e leasing), financiamento imobiliário (SAC, Price, SACRE), cartão de crédito e crédito pessoal. Identifico capitalização ilegal, juros acima da média do mercado, comissão de permanência cumulada com outros encargos (Súmula 472, STJ), tarifas indevidas e abusos na recomposição de saldo devedor.

Busca e apreensão de veículo

Defesa em ação de busca e apreensão por inadimplemento de financiamento. Atuo em três frentes: (i) purgação da mora pelo valor correto da dívida (não pelo valor inflado que o banco apresenta), (ii) revisão das parcelas com afastamento de juros abusivos e (iii) manutenção do veículo durante o processo quando há fundamento jurídico para suspensão da liminar.

Juros abusivos e capitalização ilegal

A taxa contratada precisa ser compatível com a média do mercado divulgada pelo BACEN. Quando há divergência relevante (em geral acima de 1,5x a média), o STJ admite revisão. A capitalização mensal só é válida se pactuada expressamente — o que muitos contratos não fazem corretamente.

Negativação indevida e dano moral

Banco que mantém negativação após pagamento da dívida, inclui o nome do cliente por dívida prescrita ou não comprovada, ou negativa por valor controvertido em discussão judicial sem cautela — todos cenários que geram dano moral indenizável.

Renegociação assistida

Em muitos casos a melhor saída não é o processo, e sim uma renegociação bem desenhada: cálculo do valor justo, proposta documentada, prazo viável e quitação com cláusula de irrevogabilidade. Trabalho ao seu lado para fechar acordos que efetivamente quitam a dívida — não que apenas a parcelam.

Superendividamento (Lei 14.181/2021)

Para pessoas com múltiplas dívidas que comprometem o mínimo existencial, a Lei do Superendividamento permite repactuação global com todos os credores em audiência única, com prazo de até 5 anos para quitação. Atuação especializada e ainda pouco difundida na região.

Fraudes bancárias e golpes financeiros

Empréstimos falsos — contrato feito sem seu conhecimento

É uma das fraudes mais comuns contra aposentados e pensionistas do INSS: o banco ou correspondente bancário contrata um empréstimo consignado em nome da pessoa sem que ela tenha solicitado, assinado nada ou recebido o dinheiro. O valor é descontado diretamente do benefício previdenciário, muitas vezes por meses, antes de a vítima perceber. Nesses casos, é possível pedir a nulidade do contrato, a devolução em dobro dos valores descontados (art. 42 do CDC) e indenização por dano moral.

Falsa portabilidade

A portabilidade de crédito consignado permite transferir um contrato de um banco para outro com taxa menor — é um direito do consumidor. O golpe ocorre quando o banco de destino, em vez de refinanciar apenas o saldo devedor, libera um valor adicional (o chamado "troco") sem explicar ao cliente que está contratando um empréstimo novo e maior. O resultado é uma dívida mais alta do que a original. Atuamos para revisar esses contratos, anular o valor excedente cobrado indevidamente e restituir o que foi descontado a mais.

RMC — Reserva de Margem Consignável

A RMC é um produto que reserva parte da margem consignável do beneficiário do INSS para uso de um cartão de crédito. O problema é que muitos beneficiários não sabem que contrataram o produto — ele é ativado sem explicação clara, com encargos de cartão de crédito incidindo sobre uma margem que poderia ser usada para empréstimo com juros menores. Quando a contratação foi feita sem consentimento claro ou mediante fraude, é possível cancelar o produto e reaver os valores descontados.

RCC — Rotativo do Cartão Consignado

O RCC é o crédito rotativo vinculado ao cartão consignado — funciona como o "rotativo" do cartão de crédito comum, mas com desconto direto no benefício. As taxas do rotativo consignado são, em muitos casos, superiores ao empréstimo consignado tradicional, e os contratos raramente explicam isso ao beneficiário. Atuamos na revisão dos encargos cobrados e, quando a contratação foi viciada, na nulidade e restituição dos valores.

Nulidade de contratos bancários

Além das fraudes, contratos podem ser nulos ou anuláveis por outras razões: ausência de capacidade do contratante (demência, doença incapacitante), vício de consentimento (pressão, informação falsa, contrato em letra ilegível ou linguagem incompreensível), descumprimento de exigências legais de forma e informação. A nulidade desfaz o contrato desde a origem — o banco devolve o que recebeu e o cliente não fica devendo nada.

Golpe do PIX

Fraudes envolvendo PIX — engenharia social, falso atendente de banco, QR Code adulterado, PIX agendado por terceiro com acesso ao celular — geram prejuízo real que nem sempre precisa ser suportado pela vítima sozinha. Dependendo das circunstâncias, o banco pode ser responsabilizado por falha na segurança do sistema ou por não bloquear operação suspeita a tempo. Analisamos cada caso para verificar se há fundamento para ressarcimento e acionamento da instituição financeira.

O que esperar da primeira consulta

Para essa primeira conversa, leve seus contratos e o último extrato de evolução da dívida. Em poucos minutos consigo dizer se há fundamento para revisão, qual a chance de redução do débito e qual a estratégia recomendada — processo, renegociação ou ambos.

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns

Como saber se os juros do meu contrato são abusivos?

A jurisprudência do STJ considera abusiva a taxa que ultrapassa significativamente a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central para o mesmo tipo de operação na mesma época. A análise definitiva exige comparação da CET do contrato com a planilha histórica do BACEN — é o que faço na avaliação inicial.

O banco entrou com busca e apreensão. Posso evitar perder o carro?

Sim. As principais portas são: pagar a integralidade da dívida em até 5 dias após a apreensão (purgação da mora, art. 3º, §2º, DL 911/69) — mas pelo valor correto, não o valor inflado pelo banco —, ou apresentar defesa com revisão das parcelas se os juros e encargos forem abusivos, pedindo manutenção do veículo. A janela é curta: quanto antes você procurar, melhor.

Posso ser negativado por dívida em discussão judicial?

Se você ajuíza ação revisional discutindo o débito, deposita o valor que entende devido (incontroverso) e o débito é razoável, pode-se pedir tutela de urgência para suspender a negativação durante o processo. É entendimento consolidado do STJ (Súmula 380).

Vale a pena renegociar direto com o banco ou entrar com processo?

Depende do contrato. Se há ilegalidades claras (capitalização indevida, juros muito acima da média), a revisão judicial costuma render mais. Se a dívida é menor e o cliente quer resolver rápido, a renegociação assistida costuma ser melhor caminho. Faço essa análise no primeiro atendimento, com franqueza.

O que é o superendividamento e como funciona?

Lei 14.181/2021. Para quem tem múltiplas dívidas que comprometem o mínimo existencial (renda essencial para sobrevivência), a lei permite reunir todos os credores em audiência única para repactuação global, com prazo de até 5 anos. É um instrumento moderno e ainda pouco usado — bem aplicado, salva orçamentos familiares.

Descobri um empréstimo no meu nome que não contratei. O que faço?

Primeiro, não pague nada antes de consultar um advogado. Guarde todos os extratos do INSS ou do banco que mostrem os descontos. Com esses documentos, é possível pedir a nulidade do contrato na Justiça, a suspensão imediata dos descontos e a devolução em dobro do que já foi retirado — o Código de Defesa do Consumidor prevê essa penalidade para cobranças indevidas (art. 42, parágrafo único).

Como identificar se fui vítima de falsa portabilidade?

Compare o saldo devedor que você tinha no banco de origem com o valor total do novo contrato no banco de destino. Se o novo contrato é maior do que o saldo que você devia, a diferença é o "troco" — um empréstimo adicional que muitas vezes é contratado sem explicação clara. Também verifique se a taxa do novo contrato é realmente menor. Se não foi, a portabilidade não trouxe benefício e pode ter sido viciada.

O banco pode ser responsabilizado por golpe do PIX?

Depende das circunstâncias. O STJ tem reconhecido responsabilidade do banco quando há falha no sistema de segurança, quando a operação apresentava sinais claros de fraude que deveriam ter disparado bloqueio automático, ou quando o banco não agiu a tempo após comunicação da vítima. Cada caso precisa ser analisado individualmente — mas há precedentes favoráveis ao consumidor, inclusive com devolução do valor transferido.

O que é RMC e por que aparece no meu benefício do INSS?

RMC é a Reserva de Margem Consignável — uma parte da sua margem de crédito bloqueada para um cartão de crédito vinculado ao benefício. Se você não se lembra de ter pedido esse cartão, é possível que ele tenha sido ativado por correspondente bancário sem explicação adequada ou até sem seu consentimento real. Nesse caso, é possível cancelar o produto e reaver os valores descontados.

Sua dívida pode ser menor

Vamos analisar o seu contrato?

Mande uma mensagem e em poucos minutos eu te digo se vale a pena revisar ou renegociar seu débito bancário.